1. Enquadramento

Este documento pretende apresentar o plano de contingência para o COVID-19 do Centro Paroquial de Valongo, em particular, da Catequese Paroquial, em comunhão com as diretrizes publicadas para o início das aulas escolares 2020-2021 e demais orientações da Direção Geral de Saúde, à frente indicada por DGS.

Este plano permite que a Catequese (catequistas, auxiliares, catequizandos e demais utilizadores do espaço) esteja preparada para enfrentar, de modo adequado, as possíveis consequências de uma pandemia em estreita articulação com as famílias, os serviços de saúde e outras estruturas pertinentes da comunidade paroquial.

O presente documento consiste num conjunto de medidas e ações que deverão ser aplicadas, oportunamente, de modo articulado, em cada fase da evolução da epidemia do COVID-19.

As medidas necessárias, a sua calendarização, bem como as responsabilidades de cada pessoa dentro da instituição devem ser ajustadas aos diferentes cenários de evolução da epidemia, a fim de assegurar que cada um saiba o que fazer em situação de crise e o que esperar das ações desenvolvidas por si e pelos outros.

O objetivo deste plano de contingência é manter a atividade da catequese paroquial, face aos possíveis efeitos da pandemia, nomeadamente o absentismo dos catequistas e dos catequizandos e respetivas repercussões nas atividades catequéticas e no ambiente familiar e social de toda a comunidade paroquial.

 

       1.1 O que é o Coronavírus - COVID-19?

Os coronavírus são um grupo de vírus que podem causar infeções, do qual faz parte o COVID-19. Normalmente estas infeções estão associadas ao sistema respiratório, podendo ser semelhantes a uma gripe comum ou evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia.

 

        Transmissão da infeção

Considera-se que o COVID-19 pode transmitir-se:

  • por gotículas respiratórias (partículas superiores a 5 micra);
  • pelo contacto direto com secreções infeciosas;
  • por aerossóis em procedimentos terapêuticos que os produzem (inferiores a 1 mícron).

A transmissão de pessoa para pessoa foi confirmada e julga-se que esta ocorre durante uma exposição próxima a pessoa com COVID-19, através da disseminação de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infetada tosse, espirra ou fala, as quais podem ser inaladas ou pousar na boca, nariz ou olhos de pessoas que estão próximas e ainda através do contacto das mãos com uma superfície ou objeto com o novo coronavírus e, em seguida, o contacto com as mucosas oral, nasal ou ocular (boca, nariz ou olhos).

 

       1.2. Principais sintomas

 Os sintomas são semelhantes a uma gripe, como por exemplo:

  • febre
  • tosse
  • falta de ar (dificuldade respiratória)
  • cansaço

 

       1.3. Período de incubação

O período de incubação (até ao aparecimento de sintomas) situa-se entre 2 a 12 dias, segundo as últimas informações publicadas pelas autoridades de saúde. Como medida de precaução, a vigilância ativa dos contactos próximos decorre durante 14 dias desde a data da última exposição a caso confirmado. As medidas preventivas no âmbito do COVID-19 têm em conta as vias de transmissão direta (via aérea e por contacto) e as vias de transmissão indireta (superfícies/objetos contaminados).

  

  1. Plano de contingência

 

       2.1. Identificação dos efeitos que a infeção de pessoas) pode causar na comunidade paroquial.

Nesta fase é previsível que surjam casos de catequistas, auxiliares, catequizandos e seus familiares, com possível comprometimento da vida da comunidade devido ao absentismo daí decorrente. Esse absentismo poderá afetar diferentes áreas de funcionamento da Paróquia. O plano de contingência permite que a Paróquia se prepare para lidar com esse disfuncionamento. É necessário proceder a uma análise das diversas atividades desenvolvidas pela comunidade paroquial e identificar todas as que possam ser consideradas essenciais. Assim, relativamente aos serviços de secretariado, devendo privilegiar-se o contacto à distância (telefone ou e-mail) considera-se essencial a área de catequizandos pelo que estes serviços serão assegurados por, no mínimo, um funcionário. Em termos de atividades catequéticas, e perante um cenário de elevado absentismo dos catequistas e/ou auxiliares, a Catequese será assegurada por outro catequista.

 

       2.2. Preparação para fazer face a um possível caso de infeção por Covid-19

 

       2.2.1. Higiene pessoal e do ambiente paroquial

 

       2.2.1.1. Medidas Gerais  

  • Afixação de cartazes da Direção Geral de Saúde;
  • Limpeza e arejamento das salas, abrindo as janelas, sobretudo, durante os intervalos;
  • Limpeza das mesas, cadeiras ou bancos existentes;
  • Abertura das janelas durante a limpeza semanal dos diferentes espaços;
  • Colocação de dispositivos com solução de limpeza das mãos à base de álcool, em espaços que não possibilitem a lavagem das mãos e no espaço de isolamento;
  • Todas as casas de banho possuem dispositivos de sabonete líquido e toalhetes de papel;
  • Circuitos de entrada e saída das instalações devidamente assinaladas;
  • Horários desfasados, evitando assim o cruzamento entre as crianças e adultos dentro das instalações;
  • Afixação da capacidade máxima das salas (Anexo I);
  • Distanciamento de pelo menos 1 metro entre lugares, devidamente assinalados.

  

       2.2.2. Medidas de prevenção diária

 

       2.2.2.1. Higiene das mãos 

  • Lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, esfregando-as bem durante, pelo menos, 20 segundos.
  • Reforçar a lavagem das mãos antes e após as refeições, após o uso da casa de banho e sempre que as mãos estejam sujas.
  • Usar lenços de papel (de utilização única) para se assoar.
  • Deitar os lenços usados num caixote do lixo e lavar as mãos de seguida.
  • Tossir ou espirrar para o braço com o cotovelo fletido, e não para as mãos.
  • Evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias.

 

       2.2.2.2. Medidas de distanciamento social 

  • Prescindir de cumprimentos por beijos e abraços.
  • Evitar o contacto com outras pessoas quando se tem algum sintoma de possível infeção.
  • Manter, no mínimo, uma distância de 1,5 metro.
  • Não partilhar material pessoal (canetas, réguas, etc).
  • Não partilhar alimentos e não utilizar os mesmos recipientes (copos, talheres, etc).
  • Não partilhar objetos pessoais.

  

  1. Medidas de isolamento

Os catequistas, catequizandos e auxiliares, que manifestem febre ou outros sintomas de uma possível infeção com o COVID-19, não devem vir para a catequese, a fim de evitar o contágio de outras pessoas. Em caso de dúvida, deverá ser contactada a Linha Saúde 24 – 808 24 24 24. O Centro Paroquial irá dispor de uma sala de isolamento – sala São Roque – assinalada para o efeito. Esta sala dispõe o seguinte equipamento:

  • dispositivo com solução de limpeza das mãos à base de álcool;
  • lenços de papel;
  • água (copos e garrafas);
  • termómetro;
  • sacos de lixo;
  • máscara. 

 

  1. Caso suspeito 

De acordo com a DGS, define-se como caso suspeito quem apresente como critérios clínicos infeção respiratória aguda (febre ou tosse ou dificuldade respiratória), associados a critérios epidemiológicos.

 

       4.1. Procedimentos em caso suspeito

Quem apresente critérios compatíveis com a definição de caso suspeito ou com sinais e sintomas de COVID-19 informa a pessoa responsável mais próxima (catequista ou auxiliar) e, caso se encontre no Centro Paroquial, dirige-se para a sala de “isolamento”, definida no plano de contingência. Já na sala de “isolamento” contacta a linha SNS 24 (808 24 24 24).

Nas situações necessárias, o responsável (que se encontre mais próximo) acompanha o suspeito até à sala de “isolamento”. Quem acompanhe o pessoa suspeita com sintomas, catequista ou auxiliar, deve cumprir as precauções básicas de controlo de infeção, quanto à higiene das mãos.

  

  1. Procedimentos perante um caso suspeito validado

A DGS informa a Autoridade de Saúde Regional dos resultados laboratoriais, que por sua vez informa a Autoridade de Saúde Local. A Autoridade de Saúde Local informa dos resultados dos testes laboratoriais e:

- se o caso for não confirmado: este fica encerrado para COVID-19, sendo aplicados os procedimentos habituais de limpeza e desinfeção. Nesta situação são desativadas as medidas do plano de contingência;

- se o caso for confirmado: a sala de “isolamento” deve ficar interditada até à validação da descontaminação (limpeza e desinfeção) pela Autoridade de Saúde Local. Esta interdição só poderá ser levantada pela Autoridade de Saúde.

 

Na situação de caso confirmado a Paróquia deve:

- providenciar a limpeza e desinfeção (descontaminação) da área de “isolamento”;

- reforçar a limpeza e desinfeção, principalmente nas superfícies frequentemente manuseadas e mais utilizadas pelo doente confirmado, com maior probabilidade de estarem contaminadas;

- dar especial atenção à limpeza e desinfeção do local onde se encontrava o doente confirmado (incluindo materiais e equipamentos utilizados por este);

- armazenar os resíduos do caso confirmado em saco de plástico (com espessura de 50 ou 70 mícron) que, após ser fechado (ex. com abraçadeira), deve ser segregado e enviado para operador licenciado para a gestão de resíduos hospitalares com risco biológico.

  

  1. Procedimento de vigilância de contactos próximos

Considera-se “contacto próximo” quem não apresenta sintomas no momento, mas que teve ou pode ter tido contacto próximo com um caso confirmado de COVID-19. O contacto próximo com caso confirmado de COVID-19 pode ser de:

 

  • “Alto risco de exposição”:

- quem partilhou os mesmos espaços (sala, zona até 2 metros) do caso;

- quem esteve face-a-face com o caso confirmado ou em espaço fechado com o mesmo;

- quem partilhou com o caso confirmado loiça (pratos, copos, talheres), toalhas ou outros objetos ou equipamentos que possam estar contaminados com expetoração, sangue, gotículas respiratórias.

  

  • “Baixo risco de exposição” (casual), é definido como:

- quem teve contacto esporádico (momentâneo) com o caso confirmado (ex. em movimento/circulação durante o qual houve exposição a gotículas/secreções respiratórias através de conversa face-a-face superior a 15 minutos, tosse ou espirro);

- quem prestou assistência ao caso confirmado, desde que tenha seguido as medidas de prevenção (ex. utilização adequada de meios de contenção respiratória; etiqueta respiratória; higiene das mãos).

 

Como medida de precaução, a vigilância ativa dos contactos próximos decorre durante 14 dias desde a data da última exposição a caso confirmado.

  

Contactos úteis

Linha de SNS24 - 808242424

Telefone do Pároco – 961385949

Telefone da Paróquia/Secretaria - 925415520

Delegado de Saúde Coordenador - Drª. Maria Helena Reis Marques Teixeira - 229490584

Catequese Paroquial de Valongo

Rua Sousa Paupério, nº213

Apartado 170

4440-909 Valongo

Email: valongoparoquia@gmail.com

Contacto: 224 210 822; 925415520